terça-feira, 26 de agosto de 2008

Humildade


De certa forma, este tema é relacionado ao tema anterior que fala sobre o perdão. Para perdoar é preciso ter humildade, é necessário não deixar que sentimentos impuros e carregados de energias negativas toquem o nosso ego nos dando a falsa impressão de que perdoando estamos nos colocando inferior ao nosso irmão, faltando assim com a humildade.

Eu mesmo já confundi em um determinado tempo da minha vida a diferença entre humildade e humilhação. A sensação de se perdoar uma pessoa, dependendo do estado da nossa tela mental, é de que estamos nos humilhando, o que é uma sensação ruim, muitas vezes. Isso porque não conseguimos enxergar a amplitude do perdão. Com o nosso aprendizado aqui na Terra, vamos notando que perdoar, ser humilde e outros atributos mais, são indispensáveis para o viver.

Através da humildade conseguimos trazer para nós os amigos, fazemos as pessoas estarem perto de nós porque sentem prazer na nossa companhia, na nossa conversa. Com a humildade aprendemos a ouvir, a falar na hora certa sem ofender.

Um grande exemplo de humildade que temos na História da humanidade é Cristo. Jesus foi humilde todo o tempo, porém sem humilhar. Jesus não só escutava os seus irmãos menores, mas também ouvia o íntimo de seus corações, fazendo-os se sentirem recolhidos em seu amor celestial. O Mestre instruía e corrigia quem fosse necessário, porém sem humilhar ninguém. Sabia colocar as palavras certas que caíam no coração bruto sem causar estrago, mas a transformação.

Além de Jesus, temos muitos exemplos na humildade. Para todas as religiões e correntes filosóficas temos os ícones ou mártires que nos ensinaram o dom da humildade, além de outros. Cabe a cada um de nós não só colocarmos a etiqueta da religião/corrente filosófica, mas praticar os ensinamentos trazidos por todos esses enviados do Infinito para nos ajudar na escalada evolutiva nos direcionando para frente e para o alto na direção do nosso Deus.

Muita Paz!

sábado, 16 de agosto de 2008

O Perdão

É tempo de perdão


Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)
O perdão é, talvez, a ferramenta mais sublime para o bom convívio entre os homens e para a evolução do nosso Espírito. É através do perdão que evitamos conflito, a inimizade, que fazemos o nosso companheiro de peregrinação feliz. E mais, fazemos um bem maior a nós mesmos do que ao perdoado.

Jesus, na passagem em que dialoga com Pedro, conhecedor de todas as chagas da humanidade, provou mais uma vez sua grande sabedoria quando respondeu para Pedro, em sentido figurado, que devemos sempre perdoar as ofensas de nossos inimigos. Não importando a falta que é cometida contra nós.

Muitas situações que nos encontramos no dia-a-dia nos induzem ao perdão, mas nem sempre agimos da maneira correta. Podemos citar algumas: um amigo nos traiu, um colega de trabalho que nos dedura por algum ato falho que tenhamos cometido, um ladrão que nos rouba algo material, etc. Situações, às vezes corriqueiras, que nos mostram o grande valor do perdão.

O ato de perdoar não está no simples fato de dizer “eu te perdôo”. O perdão é o esquecimento das ofensas, é não deixar as energias negativas que nos motivavam a vingança tomarem a nossa consciência induzindo-nos a particar algo contra o ofensor. O perdão é, de consciência tranquila, ignorar as falhas do nosso irmão, pois, assim como nós, ele está nesta Terra passando as mesmas aflições, as mesmas tormentas e tentações pelo mesmo objetivo, aprender, expiar faltas e evoluir rumo ao Criador.

Alimentar o ódio, a raiva e/ou a vingança gera consequências devastadoras para ambos os lados. Para o ofendido gera o ciclo vicioso, porque, uma vez que o ofendido ainda não tenha o esclarecimento moral para perdoar as falhas, retornará com outra ofensa, que gerará outra, e assim por diante. Para o ofensor, gera a condensação de fluídos negativos na nossa organização perispiritual trazendo consequências à nossa saúde mental, física e espiritual, daí o surgimento de doenças.

Perdoar é Paz. Perdoar é Fraternidade. Perdoar é Saúde.

Pregado à Cruz, Jesus mostrou mais uma vez a sua superioridade e, mesmo em momento de dor, ensinou através do exemplo.

E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. (Lucas 23:34)

domingo, 27 de julho de 2008

Férias


Caros amigos e leitores, enfim, depois de tanto trabalho, poderei curtir um período de descanso. Eu estarei ausente no período de 02/08 à 17/08. Viajarei para o Ceará, curtir um pouco novos ares, nova cultura e esfriar a cabeça da grande metrópole. Por esta razão, os queridos leitores ficarão esse período sem a minha postagem semanal. Mas não se preocupem, eu voltarei com a mente mais fresca e com novas idéias para compartilhar com vocês!

Então, até lá, vocês podem ficar com os textos já escritos até o momento e visitarem os blogs parceiros!

Muita Paz!

domingo, 20 de julho de 2008

Respeitar o Próximo

Eu estava vendo um documentário no YouTube que falava do último livro da Bíblia, o Apocalipse. Era um documentário que foi originalmente transmitido pela National Geographic. O documentário falava sobre a visão do Final dos Tempos que é transmitida pela Bíblia, tanto na ótica cristã evangélica quanto humanista.

Como é natural, haviam comentários nos vídeos de dois tipos de pessoas, religiosas (crentes e católicos) e aqueles que não têm religião alguma (assim penso eu). Os comentários dos religiosos eram sempre do tipo "Jesus voltará", "Aguardo por Jesus" e coisas do tipo. Nada anormal para pessoas que professam a fé Cristã, seja ela de qual linhagem for.

Porém, os comentários daqueles que não têm o que fazer foram os que me incomodaram bastante! Porque será que pessoas se dão o trabalho de ver um documentário deste gênero, adentrando em um círculo de pessoas devotas a sua crença, para somente escarnecê-los? Pensam eles serem superiores? Pensam eles serem detentores de uma verdade que ninguém mais sabe? Será que eles têm vontade de viver em paz com o mundo? Será que pensam que um dia o planeta terá uma só religião?

Não julgue ninguém pela fé, pela crença, julgue-a pelas obras. Mas antes de tirar o argueiro do olho do teu irmão, procure tirar a trave que está no teu olho. E lembre-se, você é tão falho e imperfeito como qualquer outro homem que está andando debaixo do sol neste planeta, seja ele um mendigo que se arrasta pelas ruas, seja um médico renomado que salva vidas no hospital. Todos temos o germe da imperfeição!

Não violenteis nenhuma consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo. Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Aprender a amar

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

(Nelson Mandela)

domingo, 6 de julho de 2008

Espiritismo, Kardecismo ou Espiritualismo?

No século XIX, Hippolyte Léon Denizard Rivail iniciou um trabalho na França quando descobriu algo que diziam ser as mesas girantes. Hippolyte era um estudioso Pedagogo. Tinha na sua essência o espírito investigativo. Quando caiu no seu conhecimento tal 'novidade', fez questão de juntar todos os aparatos necessários para identificar a causa desses fenômenos.

Alguns anos depois, verificou que a causa que fazia com que as mesas se movessem, pancadas se ouvissem, vinham de um "universo paralelo", donde a inteligência que realizava tais feitos eram nada mais nada menos que o Espírito dos homens que haviam deixado a vestimenta carnal há mais ou menos tempo.

Anos se passaram de pesquisa e investigação e Hipployte adotou o codinome Allan Kardec, compilou em cinco livros a Doutrina Espírita, que era a causa maior que os Espíritos que trabalhavam sob a égide de Jesus Cristo vieram disseminar com as mesas girantes, e outros fenômenos. Os livros da Doutrina Espírita são cinco, a saber: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Além destes, existem outros livros que também tem como autoria Allan Kardec.

Algumas décadas se passaram e a Doutrina Espírita tomou grande força, pois não falava somente ao sentimento, não acusava da mesma forma ao fogo devorador o que roubava uma galinha e o homicida, mas trazia insumos para que, através da fé raciocinada, os homens pudessem compreender a Lei de Causa e Efeito, a reencarnação e as comunicações mediúnicas, que desde a fundação do mundo esteve presente no seio da Humanidade sendo tratada das formas mais variadas.

A Doutrina Espírita se difundiu rapidamente e chegou ao Brasil. Com o trabalho abnegado do nosso saudoso Chico Xavier, ganhou uma proporção ao ponto de hoje o Brasil ser considerado um país Espírita. Em paralelo, outras religiões, principalmente as de descendência africana, aproveitaram-se da ascenção do Espiritismo para a própria difusão, porque também traziam fenômenos mediúnicos, embora de forma rústica e mística.

Hoje em dia, apesar de ter mudado bastante, muitos ainda confundem Espiritismo com Espiritualismo. O Espiritismo não tem nada a ver com Candomblé, Umbanda ou similares. O termo Espiritismo, na época queKardec compilou a Doutrina, foi um neologismo para que não houvesse esse tipo de confusão, porque já naquela época existiam religiões espiritualistas. que tratavam de algo que existia além da matéria. Mas o termo Espiritismo, do Francês Espiritisme, foi criado a partir do seguinte raciocínio:
Spirit: Espírito; isme: Doutrina; Doutrina dos Espíritos
Concluindo este breve histórico podemos afirmar também que o termo Kardecista, usado até pelos próprios Espíritas, é totalmente equivocado, pois não foi AllanKardec quem inventou o conteúdo da Codificação, antes disso, serviu apenas como um instrumento para a compilação dos assuntos Doutrinários edifundí-lo ao povo. Vale lembrar também que Allan Kardec nem era médium. Médiuns de diversos lugares, dezenas deles, foram os que receberam as mensagens que compuseram a Codificação. Sendo assim, não podemos dizer Doutrina de Kardec.

Agora temos informações para explicar que Espiritismo não tem nada a ver com magia negra, macumba e que não é fundamentada num ideal de AllanKardec, mas totalmente fundamentada no Cristianismo tendo como guia e modelo Jesus e seus ensinamentos.

Vale lembrar também que no Espiritismo não há qualquer tipo de ritual ou simbolismo, apesar disso, não há qualquer recriminação às religiões que se utilizam de tais meios para conduzirem a fé de um povo. No Espiritismo temos como primeiro mandamento o que o Mestre Jesus nos deixou, que é para nos amarmos e como segundo, também pelo próprio Mestre o mandamento deInstruímo-nos.

A Doutrina Espírita, antes de ser uma religião é uma Ciência com caráter Filosóficos que afetam diretamente a Moral.

Para saber mais sobre a História do Espiritismo e sobre a própria Doutrina, recomendo:


E mais...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Paz Interior e Metrópole

Olá amigos,

O trabalho tem sido o companheiro que tem estado mais tempo comigo e por essa razão, infelizmente, tenho obtido pouquíssimo tempo para ler meus blogs favoritos, meus feeds RSS do Google Reader e até mesmo alguns e-mails. Apesar de tudo, não tenho falhado na publicações dos posts do Momento Espírita, que tem sido atualizado algumas vezes por semana.

Mas a razão deste artigo não é para falar de mim, nem da minha vida cotidiana, porque de problemas, tenho certeza de que todos estão cheios e virem para cá e ouvirem mais assuntos relacionados ao dia-a-dia, certamente não é o que vocês querem, não é mesmo? Venho aqui para falar de um paradoxo que vivemos hoje em dia. Paz Interior e Metrópole.

a pomba da paz

De relance, talvez seja simples conceber uma rotina de manter a paz interior mesmo vivendo nessa correria que é a vida numa metrópole, como o Rio de Janeiro, na qual eu vivo, através de práticas meditativas. O ambiente é totalmente hostil no que tange a contribuição para alcançar essa paz. Muitos carros, compromissos, reuniões, poluição, barulho e muitas outras perturbações. Se alguns pudessem, optariam por viver num campo, com uma fauna rica, uma flora exuberante e com o mínimo de pessoas possível. Mas, será essa a melhor solução?

caos total

Tenho vivido dia após dia analisando e procurando colocar em prática a Doutrina Espírita. Tenho feito um esforço para ser mais tolerante, paciente, ameno, mas nem sempre eu consigo. Algumas vezes eu escorrego e acabo "explodindo". Mas aí é que tá! Será que se eu vivesse num retiro, longe do mundo, sem pessoas com pensamentos diferentes eu estaria fazendo esse exercício de melhora contínua? Claro que não. Tudo seria muito mais fácil.

Alguns líderes espirituais têm vindo ao Brasil a fim de ensinar práticas meditativas para nos ajudar a alcançarmos a Paz Interior, reduzir o nível de stress e, conseqüentemente, aumentar a qualidade de vida e/ou até mesmo um estado espiritual mais elevado. O único equívoco é achar que precisamos viver confinados num mosteiro para isso. Precisamos colocar em prática os ensinamentos do Mestre Jesus quando nos diz para amar o próximo, os que se dizem inimigos, sermos mansos como a pomba e prudentes como a serpente. Se vivêssemos em retiro, como poderíamos essa proeza? Como evoluiríamos a nossa capacidade de tolerância, paciência e amor ao próximo?

O erro não está em explodir ou fazer errado, não! Se fôssemos perfeitos, não estaríamos aqui. O erro está em cometer falhas das quais tomamos ciência e não refletirmos a fim de nos esforçarmos para melhorar e não cometê-las novamente. Como dizem por aí: Herrar é Umano.

Reflita.

imagens obtidas da internet