sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A Lei do Trabalho

O trabalho é uma Lei da Natureza. Tudo na Natureza trabalha. As aves do céu, as flores do campo, as folhas das árvores, os frutos, os animais terrestres e os aquáticos. A cada um Deus deu uma forma de lhes manter a vida. Aos animais, em sua inteligência limitada, Deus limitou seu trabalho para que dali tirasse o necessário para a sobrevivência, mas ao homem, animal que Deus dotou com o seu sopro de vida contendo sentidos, razão e intelecto, possibilitando-lhes aprimorar tais atributos no curso de suas existências, Deus impôs o trabalho para o progresso. Vejamos o porquê.

O trabalho é o combustível do progresso

O trabalho é uma necessidade imposta ao homem como meio de progresso e expiação ao mesmo tempo. É expiação, porque através do trabalho, o homem está sujeito ao trabalho para satisfazer suas necessidades. A expiação se dá de acordo com o grau de materialismo que o homem se encontra. Não pense que quando nos livrarmos dos fardos terrestres estaremos livres do trabalho, pelo contrário, estaremos empenhados em outros tipos de trabalho (menos materiais), pois a ociosidade seria um malefício para tudo que existe. Deus não pára, por que nós pararíamos? Em vez disso, quanto mais desprendido da matéria, menos trabalho material se exerce, pois passamos a enxergar tudo de forma diferente (além da matéria) e o trabalho passa a ser mais intelecto-moral do que capitalista-material.

O trabalho também é uma forma de progresso porque o homem cria para si expectativas e necessidades que exigem o trabalho para mantê-las e evoluí-las, consequentemente, essas necessidades são necessidades de muitos, como por exemplo a Internet. Com o trabalho empenhado há algumas décadas, foi possível beneficiar não um grupo restrito, mas toda a Humanidade, materialmente falando! Para isso, quanto maiores suas necessidades, maiores são as obrigações que lhe levem ao trabalho.

A forma com que a nossa sociedade enxerga o trabalho hoje, leva o homem a não querer trabalhar. Entretanto, infelizmente, é uma visão deturpada que devemos erradicar da nossa consciência. O trabalho é toda força empregada em um fim útil. Não é necessário estar diante de um computador cerrado em um escritório obedecendo a ordens de seu empregador e um salário esdrúxulo para estar trabalhando, muito pelo contrário, o trabalho, como dito, é toda forma de ser útil. Quais as formas que você encontra hoje de ser útil para você mesmo? E para os seus familiares, amigos e irmãos? Pense, certamente encontrará milhões de oportunidades de ser útil ao seu próximo, expressando as mais altas lições de caridade.

Talvez possa surgir o questionamento: “A riqueza me isenta do trabalho? Já terei fundos suficientes para viver até o fim da vida sem o trabalho.” – Talvez sim, mas do trabalho material. Se Deus deu a oportunidade de nos tornarmos ricos das coisas materiais, não significa que devamos estagnar a nossa inteligência por causa do montante de dinheiro que existe na nossa conta. Devemos progredir sempre! Se a vida não nos exige mais o trabalho material, o nosso trabalho deverá ser intelecto-moral, como dito anteriormente! Trabalhar para aprimorar e evoluir a nossa consciência e, sempre que possível, a inteligência dos nossos irmãos mais necessitados – isso também é trabalho!

Não obstante, não devemos ter aquela ansiedade desconexa de querer fazer tudo em um único dia. Tudo em excesso é considerado maléfico ao homem, até mesmo o trabalho! Há tempo para todas as coisas, já dizia o Rei Salomão no livro de Eclesiastes. O trabalho deve seguir até o limite das nossas forças. Nossas forças se esvaindo, devemos considerar o repouso. Não se engane pensando que o repouso só serve para repor as energias do corpo, não é só isso! O repouso também serve para que possamos colocar a nossa inteligência livre para quando voltarmos o trabalho, tenhamos novas idéias, conceitos e paradigmas que possam evoluir a forma de trabalhar, como sempre foi feito em todos os tempos até o presente momento.

Honra teu pai e tua mãe se queres prolongar teus dias de vida na Terra.
(Quarto mandamento da lei mosaica)

Falando em forças esvaindo-se, talvez pensemos: “E os que não têm mais forças de trabalhar?”, “E os que não têm ninguém por eles?”. Deus concede ao forte, forças para ajudar o fraco, mas não por aquele que tornou sua vida inútil para viver das custas dos outros, Deus não é injusto, mas para que pudéssemos ser útil aos nossos pais, por exemplo, que chegando à velhice, não possuem mais forças para erguer os braços ao arado, possamos fazer da velhice deles algo confortável e digna, expressando além de gratidão pela vida que nos proporcionaram, os sentimentos de amor que nos ensinou o grande Mestre Jesus. Falando dos que não têm familiares para lhes servirem de arrimo, é necessário que a sociedade cumpra esse papel, afinal, esse é um dos exemplos de caridade que o homem pode realizar para com o seu irmão.

Agora, será que você consegue enxergar o que é o trabalho? Sim?! Então, mãos a obra que a seara do Cristo não espera!


Paz e Luz!

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A Lei da Adoração

Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás. Lucas 4:8


O que é adorar? Por que adoramos? Perguntas como essas ecoam quando paramos em um momento de introspecção para refletir sobre a nossa existência, não é mesmo? Elevar os nossos pensamentos a Deus em sinal de humilhação, gratidão e amor é a melhor forma de adorá-lo. E por que temos aquela necessidade de adorar? Porque, por sermos fracos e pequeninos, temos gravados na nossa consciência que existe algo muito maior que nós e que pode nos proteger, é como o sentimento de um filho para com o pai.

Muitas vezes pensamos que essa ou aquela forma é a melhor de adorar a Deus, mas isso é um erro infantil, talvez por nossa falta de sabedoria e pequenez perante as magnitudes do Universo. O ato de adorar é elevar o nosso pensamento a Deus, não importando a forma com que fazemos. É ligar o nosso pensamento no mais alto dos céus e fazer com que nosso coração fique enraizado na simplicidade e sinceridade do Evangelho para que possamos, ao menos, chegar aos pés do grande Deus. O que importa mais? A sinceridade do coração ou as práticas exteriores? O homem que adora a Deus pertencendo a tal religião e que não tem a sinceridade no coração ou o que se diz sem religião, entretanto com o próprio ser guiado pelas Leis Evangélicas?

Não obstante, é imperial saber que não basta viver uma vida contemplativa. É preciso saber que o simples fato de não fazer o bem já é fazer o mal. Viver de modo que não traga benefício algum à humanidade nem aos seus semelhantes é condenável e pode ser considerado até como egoísmo. É necessário que, além de orarmos com honestidade e sinceridade no coração, façamos o bem ao próximo como sinal de adoração a Deus. Afinal, qual é o pai que não gosta de ver seu filho sendo amado por outra pessoa?

Mais vale um ato de amor do que mil palavras.

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sábado, 19 de janeiro de 2008

Entrevista com Robert Happé



Amigos,

Estou deixando pra vocês aqui um pequeno vídeo de uma entrevista com Robert Happé, pesquisador espiritualista, que dá uma pequena palestra sobre um tema interessantíssimo e que instiga a muitos. É um excelente vídeo, espero que aproveitem bastante e, principalmente, reflitam a fim de fazermos um mundo melhor!

Muita Paz!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A Lei Natural


A Lei Natural, também conhecida por Lei Divina é a lei que trata de todas as coisas que amparam o crescimento espiritual do homem conduzindo-lhe à perfeição. Tal lei é imutável, pois todas as leis que Deus faz são perfeitas, infinitas e imutáveis. Tudo passa menos as palavras de Deus. Nossa percepção com relação às Leis de Deus e ao próprio Deus mudam, mas Deus e suas leis jamais mudarão.

Todo o homem tem dentro de si uma centelha divina que lhe faz conhecer o bem e o mal. Desde os mais remotos tempos, o homem já possuía essa chama acesa dentro do ser (na consciência), pois quando Deus nos criou, fez-nos perfectíveis dando-nos condições e ferramentas para que evoluíssemos na estrada da perfeição celestial. Com o decorrer do tempo nas diversas encarnações em que somos submetidos, aprendemos mais um capítulo dessa cartilha até que, um dia, estaremos aptos a não só conhecer e acreditar, mas seguir e executar essa Lei sem que nos desviemos dela. E quando saberemos que estaremos realmente seguindo-a? Quando descobrirmos que o nosso coração e a nossa mente estiverem sublimados no maior mandamento que engloba todas as leis e todos os profetas: “Amai a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo.”

Resumidamente, a Lei Natural consiste em estar sempre focando os nossos atos e pensamentos no Evangelho, seguindo-o com todo o nosso fervor, de toda a nossa alma, com toda a força do nosso ser, fazendo ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem. Tal é a lei.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O Livro dos Espíritos

Olá amigos!

Quero partilhar com vocês algo que descobri enquanto ouvia a Rádio Rio de Janeiro. Os abnegados divulgadores da Doutrina Espírita realizaram um trabalho maravilhoso digitalizando, em áudio, o Livro dos Espíritos e disponibilizaram-no para download gratuito. Sintam-se a vontade para obterem uma cópia e divulgar para os seus familiares e amigos.

Link para download:
http://www.olivrodosespiritos.com/

O Livro dos Espíritos é uma obra que trata da Filosofia Espiritualista, os princípios da Doutrina Espírita, a Imortalidade da Alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as Leis Morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade, segundo o ensinamento dado pelos Espíritos Superiores com o auxílio de diversos médiuns, recebidos e coodenados por Allan Kardec.

Lembrem-se: Não basta apenas acreditar, tem que conhecer!

Um Grande Abraço!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

As Leis Morais

Amigos leitores deste blog, fui inspirado para escrever uma safra de artigos super-interessantes. Na verdade estendi a idéia dos últimos artigos que escrevi falando sobre A Primeira, Segunda e Terceira Revelações. Como eu constatei um grande número de visitas nestes artigos, resolvi abrir mais uma safra de conhecimento que ainda diz respeito à Doutrina Espírita: As Leis Morais.

Para tudo que existe nesse minúsculo planeta em que habitamos e que orbita essa magnífica estrela de 5ª grandeza em um cantinho da via-láctea, existem Leis que regem tudo o que existe. Cristo, por ser perfeito em todos os seus atributos e qualidades, criou uma gama de Leis que foram compiladas na Doutrina Espírita há 150 anos , quando se deu a Terceira Revelação. E será sobre elas que falaremos. São basicamente onze leis, a saber:

  1. Lei divina ou Natural
  2. Lei de Adoração
  3. Lei do Trabalho
  4. Lei de Reprodução
  5. Lei de Conservação
  6. Lei de Destruição
  7. Lei de Sociedade
  8. Lei do Progresso
  9. Lei de Igualdade
  10. Lei de Liberdade
  11. Lei de Justiça, Amor e Caridade

Em cada semana exporemos uma Lei onde tomaremos como base o Livro dos Espíritos. Faremos no final da exposição das onze leis, uma abordagem especial sobre a Perfeição Moral. Espero que gostem e se familiarizem mais um pouco com essa Doutrina que veio a fim de consolar muitos corações e esclarecer grandes mistérios que assolavam a humanidade, principalmente do ocidente, no decorrer dos séculos.

Paz e Amor a todos!

sábado, 5 de janeiro de 2008

A Terceira Revelação

O nascer do sol que acaba com as trevas da ignorância

Como as palavras de Jesus sempre se cumpriram, não haveria de ser diferente quando disse: "Não há coisa encoberta que não haja de manifestar-se, nem coisa secreta que não haja de saber-se e vir à luz". Não há outra razão para ele ter dito que enviaria o Consolador para nos fazer saber coisas que naquela época não tínhamos condições de saber, senão levantar o véu da nossa ignorância. Paira a pergunta no ar: E será que isso tudo já foi revelado? A resposta é: Sim! Acredite você ou não, a verdade está aí para quem quiser ver, nua e crua. Quem tem olhos que veja, quem tem ouvidos que ouça!

Desde a partida do Rabí deste orbe, seus discípulos se incubiram da responsabilidade de apregoar o Evangelho à toda criatura. Paulo, especialmente, foi um dos responsáveis pela disseminação da boa nova aos quatro cantos da Terra. Muitos passaram neste orbe desde então. Cada um com uma missão específica para a evolução da humanidade e do nosso planeta. Todos (ou quase todos) cumpriram eficientemente. O Envangelho já é algo conhecido no mundo, embora nem todos colocam-no em prática. É cumprida a palavra de Cristo: "O Tempo não há de vir até que o evangelho se faça conhecer nos quatro cantos da Terra". E o Tempo chegou!

Nas crenças mais antigas, muitos mitos ainda pairam na consciência dos fiéis. Muitos ainda julgam pela emoção o que deveriam julgar pela razão. Não põem à prova a doutrina que lhes é ensinada e aceitam-na como verdade com medo (ou respeito) de questioná-la, achando que Deus poderia fulminá-la por colocar em prática uma virtude que Ele mesmo nos deu: a razão. E por isso que Cristo nos enviou uma falange de trabalhadores para nos abrir os olhos. Para mostrar-nos que nós somos constituídos de inteligência, intelecto e razão. Que devemos utilizá-la da melhor forma possível para todas as áreas de nossa vida. E é com base nisso que temos capacidade hoje de questionarmos coisas do tipo: "Quem sou eu? De onde eu vim? Por que sofro tanto? Para onde vou? Por que nasci rico/pobre?". São tantas as questões que antes tinham respostas tolas, como do tipo: "Isso não é coisa que devemos saber, é oculto e só Deus sabe disso.". Na verdade, meus amigos, Deus realmente sabe de todas as coisas, mas muitas coisas nos é permitido saber, se não fosse por isso, Cristo, o Filho Perfeito, não nos diria coisas como mencionadas no início desse artigo.

Agora nós podemos dizer que nada é por acaso, que somos espíritos imortais expiando provas ou executando missões que nos foram atribuídas pelo Mestre ainda no plano espiritual. Que tudo que nós fizermos ao próximo nos será retribuído. Que todo o bem que fizermos, alcançaremos a benção de Deus e todo mal que fizermos sofreremos o mesmo mal. Hoje podemos saber que a vida não se extingue após o padecimento das funções orgânicas e biológicas do nosso corpo de carne. Podemos dizer que somos seres perfectíveis em constante evolução e ainda no início de uma caminhada infinita. Nós sabemos agora que fenômenos, antes atribuídos ao diabo, são nada mais nada menos que a manifestação dos nossos irmãos desencarnados sobre o mundo material. Sabemos que as pessoas que vêem espíritos ou até mesmo conversam com eles não são seres criados pelo demônio e amaldiçoados, mas são pessoas comuns iguais a nós que têm faculdades especiais em seu organismo que lhes tocam os sentidos expandindo a consciência para que se interaja com outros seres que não estão mais nessa crisálida que chamamos corpo.


Allan Kardec: Codificador da Doutrina Espírita

Estamos na época da razão. Na época em que tudo começa a fazer sentido para a nossa consciência. Onde a Justiça Divina se mostra ainda mais clara para os nossos olhos nebulosos. E graças à promessa do nosso Irmão Jesus, cumprida há aproximados 150 anos, quando nos enviou uma falange de emissários espirituais para codificar uma nova ciência, uma nova filosofia e uma nova religião - A Doutrina Espírita. Allan Kardec, um homem que foi incubido da missão de compilar e organizar essa Doutrina que os Anjos dos Céus nos passaram através de médiuns de todos quatro cantos da Terra, foi um dos grandes discípulos que abriu mão da própria vida para fazer cumprir a palavra de Cristo. Além dele podemos citar centenas de nomes, tais como Leon Denis, Camile Flammarion, Gabriel Delane, Chico Xavier, Yvone Pereira, Bezerra de Menezes, Divaldo Franco... Isso sem falar nos demais que operam no anonimato.

Sendo assim, queridos irmãos, encerro assim essa lavra preciosa de artigos, conforme prometido. Fica registrado o conhecimento das Três Revelações.

Agora, ninguém precisa acreditar em nada do que eu falei. Mas cada um julgue pela sua própria razão.

Muita Paz!

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